Sporting passa para a frente no campeonato de Hoquei

O Sporting goleou o Paço de Arcos (13-2) e voltou para o primeiro lugar da classificação do campeonato nacional de hóquei em patins, com 61 pontos, aproveitando o empate a sete bolas entre FC Porto e Benfica que continuam em igualdade pontual na classificação, ambos com 60 pontos, embora agora com os “encarnados” em vantagem em caso de confronto directo, face ao triunfo registado na Luz. Na próxima jornada, o derby lisboeta, a três jornadas do fim da prova, poderá ser decisivo. A equipa de Alvalade terá de se descolar à Luz na próxima jornada e receberá ainda o FC Porto, numa luta que se afigura a três até ao final.

O jogo grande da jornada foi um dos mais frenéticos e emocionantes da temporada, com ambas as equipas a darem tudo por tudo para conseguirem conquistar os três pontos e passarem para a liderança isolada do campeonato.

A primeira formação a encontrar a felicidade foi o FC Porto aos 7’, através de um remate longínquo de Hélder Nunes. A bola ressaltou em Jordi Adroher, jogador dos “encarnados” e enganou Pedro Henriques (1-0). No minuto seguinte, foi Gonçalo Alves a encontrar o caminho da baliza. O 77 portista colocou o resultado em 2-0 aos 8’ do primeiro tempo.

À passagem do minuto dez, Nicolia reduziu a desvantagem (2-1) num golo tirado a papel químico do primeiro da tarde. Remate de longe e a bola a desviar num defesa portista e a enganar o “guardião” Ca-les Grau.

Um carrinho mal calculado do sub-capitão “encarnado” Miguel Rocha valeu-lhe o cartão azul. No livro directo, Pedro Henriques adiou o golo “azul-e-branco” que acabaria por chegar no minuto seguinte (19’), numa altura em que o Benfica estava reduzido a quatro jogadores. Um toque de Rafa ao segundo poste deu aos “dragões” uma vantagem de dois golos (3-1), que acompanhou as equipas para o balneário.
Jogo do “gato e do rato” no segundo tempo

A segunda parte trouxe consigo uma dezena de golos e um jogo constante entre “gato e rato”, com múltiplas trocas no marcador, que se iniciaram aos 31’, quando Valter Neves reduziu a desvantagem “encarnada” (3-2). Dez segundos depois, o Benfica voltou a recuperar a bola e igualou a partida, através de um golo do espanhol Jordi Adroher. Aos 34’, as “águias” fizeram o terceiro golo consecutivo e viram-se, pela primeira vez, na frente do marcador (4-5).

A pressão portista era repelida pelas excelentes defesas de Pedro Henriques, que, aos 38’ sofreu um golo que não se vê todos os dias. Um passe mal calculado levou a bola até à baliza portista. Segundo as regras, os “dragões” tinham cinco segundos para voltar a colocar a bola no meio-campo “encarnado”. Hélder Nunes foi buscar a bola junto à tabela defensiva, contornou a baliza e rematou como pôde. As “águias”, à espera do apito do árbitro a assinalar os cinco segundos não reagiram, e a bola acabou por entrar na baliza oposta, restaurando-se assim a igualdade no Dragão Caixa (4-4).

Galvanizados pelo empate, os homens da casa partiram para o ataque mas, uma transição perfeita dos “encarnados” deixou Nicolia e Valter Neves frente a Telmo Pinto. O argentino isolou o português que bateu o catalão Carles Grau (4-5), com dez minutos para jogarem.

Novamente, o FC Porto conseguiu o empate (5-5) aos 42’, através de Gonçalo Alves que, após ter marcado o golo fez duas faltas consecutivas que levaram o Benfica a dispor de um livre directo, a castigar a 10.ª falta dos “dragões”. Adroher não desperdiçou (5-6) e assinou o segundo golo pessoal no encontro.